Artitas residentes e suas ações maravilhosas

Mozart Santos – laboratório de micro ações performáticas para apresentação veejay, criação de máscaras de molde vazado (stencil) para pintura de muros com ícones do ‘abecedário’ para surdos criando frases codificadas relacionando imagens-palavras e significados.

O homem difere dos animais não só por sua inteligência e capacidade de criação, mas também por ter suas mãos e a capacidade de fabricar coisas, demonstrar intenções, comunicar pensamentos e sentimentos;

Izidório Cavalcanti – pesquisa com pintura em objetos pessoais dos alunos criando links de afetividade entre eles;

Fábio Rafael – pesquisa com monotipia e criação de cartazes lambe-lambe;

Jacaré – Construção de esculturas a partir de sucata realizando trabalhos com garrafas PET, potencializandoo uso dessa matéria prima em objetos diversificados; montagens com arame e montagem de objetos utilizados como suporte para plantas ornamentais;

Galo de Souza – Oficina de grafitagem;

Thelmo Cristóvam – “Pesquiso psicoacústica, um ramo multidisciplinar, que envolve áreas transversais como matemática, física, biologia e música. A intenção seria entender como funcionam os processos cognitivos, físicos e biológicos da escuta.”

Sou um artista sonoro e uso a psicoacústica como umas das minhas
ferramentas/processos poéticos. Há alguns anos venho pensando e compondo com
freqüências sub-graves, algumas dessas obras usam de tal modo esses sons, que eles
não estão dentro do campo perceptivo auditivo, porem podem ser percebidos pelo
tato, devido a energia envolvida no processo de propagação.
Nunca pensei especificamente esse trabalho sendo direcionados a surdos, mas a partir
do convite do projeto, venho pesquisando alguns meios poéticos de compartilhamento
de obras de arte sonora para surdos, inclusive pela aparente contradição.
A oficina em si:
Queria esclarecer que não será uma oficina construtiva e sim uma ação de busca
e gravação de sons sub-graves nas cidades envolvidas no projeto (Nazaré da
Mata, Tracunhaém, Lagoa do Carro e Lagoa de Itaenga) com microfone
especial. Esses sons de tão graves, tem a possibilidade de serem apreendidos
como sons mesmo por pessoas surdas, já que será possível perceber o movimento
da energia acústica através da pele. Como objeto dessa pesquisa em conjunto
com os alunos (os alunos irão usar fones de ouvidos durante as gravações de
campo), será organizado um objeto sonoro, mostrado aos alunos e discutido
como poderá ser divido com as outras pessoas da cidade, por exemplo, tocando o
cone das caixas de som, para perceber sons que não podem ser ouvidos.
Em uma frase, minha intenção é mostrar que existem sons que somente os
surdos podem escutar e os ouvintes não. 🙂
Os quatro primeiros dias da semana, serão dedicados as gravações, um dia em
cada uma das cidades envolvidas no projeto. No ultimo dia, iremos construir
algo com esses sons, para serem compartilhados com os ouvintes.

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2 respostas para Artitas residentes e suas ações maravilhosas

  1. Fernando Augusto de Souza Lima disse:

    Essa proposta é bastante instigante, faz parte de estrategias de uso da arte como instrumento de inclusão social, mas principalmente estimula o auto conhecimento e o entendimento do lugar do sujeito no mundo, formando pessoas pensantes e criticas.

    Parabéns, fasl.

  2. loja 4 estações de Nazaré da Mata disse:

    acho muito interessante o trabalho de vcs em nossa cidade parabéns!

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